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Voz Ancestral é ponte que conecta. É o caminho de reconexão com a origem das medicinas ancestrais imemorias da floresta amazônica que Carol Numashahu percorreu para realizar estes trabalhos.
Voz Ancestral é a memória desse povo e das medicinas sagradas da floresta.
Carol Numashahu iniciou seu contato com as medicinas da floresta em 2007, em um pequeno grupo xamânico, neste grupo aprofundou seu contato com as medicinas de acordo com os ensinamentos dessa linhagem não indígena, fez as preparações para trabalhar junto a equipe e após alguns acontecimentos percebeu que não estava no melhor caminho para seguir consagrando medicinas. Recebeu coisas boas, fez grandes amizades e seguiu. Seguiu seus estudos sozinha até o momento onde {re}conheceu sua professora waxy Yawanawa e em 2017 começa a trilhar um novo caminho, conhecendo um 'novo' universo, ancestral. 
Após conhecer w
axy, Carol percebeu a diferença de condução em um trabalho com medicina nas mãos de uma Pajé, foi a primeira vez que ouviu falar em 'dietas de estudo' e motivada pela vontade de conhecer a espiritualidade da ancestralidade brasileira mergulhou na floresta.
Em 2018 em seu primeiro mergulho na floresta nasceu Numashahu, nome que recebeu de sua professora enquanto ela pintava seu rosto e contava a história do Paxinti (tinta ancestral feita com Urucum).  
 
 Nesta viagem, Numashahu recebeu seu primeiro Seya, reza feita por Pajés em um Shumu (pequeno pote de barro ). Dentro do antigo Shuhu da Aldeia Sagrada. A Reza feita pela sua própria professora ​waxy, com Nane (Jenipapo, tinta preta para pintura). Naquele momento que estava recebendo  o Nane em seu corpo e bebendo o liquido rezado no Shumu para sua dieta, sentiu uma força muito grande e daquele momento, se deu conta que nunca havia recebido qualquer outro batismo, como geralmente muitas pessoas recebem ao nascer, na igreja católica, ou em qualquer outra linha religiosa. Sentindo naquele momento uma conexão muito profunda de seu coração e espírito com a espiritualidade ancestral deste povo.
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A partir desse momento Carol vive um novo recomeço, completou sua dieta, firmou nos seus estudos, não existia pretensão de trabalhar com cerimonias tão cedo, estava determinada em estudar e no inicio de 2020 em uma passagem de sua professora na cidade, onde Numa ancorou alguns trabalhos para ela, na primeira cerimonia que fizeram recebe a palavra dela de que era o momento de começar a abrir seus trabalhos.
Logo veio a pandemia e as cerimonias que deveriam ser realizadas em grupo, se iniciaram de forma individual, para que as pessoas pudessem fazer seus mergulhos, encontrar suas respostas com o trabalho pela condução da Numa. E assim passou o primeiro ano da Pandemia, atendendo casais, pequenos grupos e pessoas que queriam mergulhar dentro de si nestes atendimentos individuais. (Clique Aqui para saber mais sobre atendimentos individuais)

Com o florescer e a chegada da primavera, em um estudo pessoal a medicina trouxe a mensagem de que era chegado o momento de abrir trabalhos ao públicos e assim Numashahu seguiu, logo em seguida, neste mesmo ano, veio o convite para retornar a floresta e aprofundar seus estudos. 

Final de 2020 foi todo dedicado ao estudo, foram mais de 40 dias dentro da floresta, Numa recebeu mais um Seya, também de Nane, no Centro Mawa Yuxyn, um santuário na floresta amazônica, nas terras indígenas Yawanawa de Rio Gregório, a qual sua professora waxy Yawanawa juntamente com a sua família é guardiã. Saiu da floresta acompanhada de sua professora e completou sua dieta em 30 dias de muito trabalho, retiros e cerimonias com uma comitiva vinda do Acre, diretamente do Centro Mawa Yuxyn.
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2021 foi um ano de muito trabalho e processos fortes, abriu o ano com uma agenda lotada, Numa viajou por diversas cidades de SC e RS realizando diversos trabalhos. Em fevereiro começou a sentir a Pandemia novamente se agravando e na intuição decidiu se recolher ao inicio de março, não sabia que nesse recolhimento iria passar por um dos momentos mais fortes de sua vida, a passagem de seu pai. 
Depois de alguns meses em luto o retorno para floresta, e mais um mergulho em dieta, recebeu seu terceiro Seya, abrindo a força do Mamã (a caiçuma). Foram dias intensos de muito estudo e aprendizado em uma dieta severa com muitas restrições. 
Durante estes dias, manejando sua própria dieta, no apoio de seu grupo e após uma conversa com sua professora, sentiu que havia chegado o momento de além das cerimônias, conduzir grupos de estudo para pessoas que desejam conhecer e estudar as medicinas, desde essa fonte ancestral, com toda seriedade e compromisso com essa espiritualidade.
A partir dai novos desenhos para essa Jornada se iniciam e Numa abre seu primeiro grupo de Samakei (estudo de dieta), no RS, em Forquetinha, um espaço para quem deseja iniciar e conhecer estes estudos. Se preparando para o mergulho na floresta com os verdadeiros mestres e professores dessa linhagem, os Pajés.

 
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Além dos três Seyas que recebeu na floresta, neste caminho de pouco mais de 4 anos, Numashahu já realizou diversas dietas de estudo, rezas, atendimentos de abertura recebidos com pajés, vekuxi e tratamentos de kapû (kambo). Preparando-se para poder trabalhar, servir a essa espiritualidade e todas as pessoas que querem começar esse caminho com raizes e aqueles também que já tem outras fontes de estudo mas desejam se conectar com os ensinamentos ancestrais da floresta.
 
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A imersão de estudo com dieta (Samakei), vem plantar uma pequena semente do conhecimento da linhagem ancestral de estudo com as medicinas ancestrais dos povos indígenas.

Longe de ser um estudo com Pajè, esse estudo tem a intenção de oferecer uma abertura para as pessoas que já fazem uso das medicinas ancestrais da floresta ou querem iniciar seu contato com essas medicinas na forma ancestral.

Oportunizando através desse estudo de dieta, receber uma iniciação verdadeira de como são feitos os estudos com os povos indígenas da região acreana dentro da Amazonia e também para que possamos nos preparar para um dia fazer o mergulho e estudar com os verdadeiros professores das medicinas ancestrais, os Pajés.

Para este estudo vamos abrir uma dieta tradicional com uso de algumas medicinas inéditas aqui no Sul, que apoiam e oferecem abertura para o processo de aprofundamento e estudo, uma pequena amostra de como é feito na floresta. 

Para quem é essa imersão?

❇️Para pessoas que queiram conhecer e se aprofundar sobre conhecimentos e medicinas das tradições ancestrais dos povos indígenas da floresta amazônica 

❇️Para quem sente o chamado de estudar a medicina do Rapé(Rumē) e quer começar um estudo com seriedade, respeito e consciência. 

❇️Para quem já trabalhou ou trabalha com a medicina do Rapè através de um chamado ‘intuitivo’ e ainda não possui o devido estudo com a fonte ancestral. 

❇️Para pessoas que estejam  atravessando um momento desafiador, precisando de um banho das medicinas e revigoramento.

❌Essa dieta não é uma formação para ‘aplicação’ de Rapè, Xamã ou de Pajè.
✅É uma dieta introdutório para quem quer sentir a experiência de como são feitos os estudos na floresta e para pessoas que queiram sentir os efeitos e benefícios positivos dessas medicinas ancestrais na sua vida.
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As Cerimônias "Voz Ancestral" são trabalhos com medicinas ancestrais da floresta Amazônica. Uni (Ayauascha), Rume (Rapé), Sepá (Defumação) e Kanapa (Sananga).
Conduzidos da maneira tradicional como Numashahu aprendeu na floresta.
Com a força dos cantos ancestrais, a alegria e leveza dos instrumentos que a acompanham.
Uma cerimonia que nos transporta para os mistérios da floresta.
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